Potluck

Gogol, política, Federico Puppi, cabernet sauvignon, Martha Vélez, queijo parmesão, crítica de arte, Bráulio amaro alpino, T.H.C., Harry Belafonte, Tarobinha, Pantaleone, Chet Baker, listerine.

Improvável atingir júbilo superior.

Anúncios

Simpático filho da puta

Quem não o conhecesse, diria que é um simpático filho da puta. Realmente era. Continuar a ler

“As pessoas geralmente sofrem porque vêm apenas um lado, um ponto de vista, e insistem nele.”

Deepak Chopra. Não. Hahaha. Nerita Oeiras mesmo. Essa semana estou soando como um livro de auto-ajuda!

Eu, guru.

Com as etiquetas

T9

Passamos horas à fio agarrados àquelas proteses eletrônicas cada vez mais refinadas. Nunca tivemos tanto trabalho para nos manter conectados: email, telefonemas, facebook, twitter, whatsapp, sms, e por aí afora. E digitar nos teclados virtuais é um empresa árdua, os dedos ou são grossos demais, ou secos demais, ou gordurosos demais, ou sujos demais, ou molhados demais. E geralmente estamos fazendo milhões de coisas enquanto escrevemos, trocando de roupa, cozinhando, dirigindo, andando. O negócio do whatsapp, por exemplo, é tão viciando que não duvido nada  se alguém disser que o utiliza enquanto está no chuveiro, entre uma ensaboada e outra (essa sou eu num momento quente de DR virtual). Claro, ninguém lê o que está escrevendo assim na correria.  Ainda por cima tem o T9, aquela “fantástica” tecnologia de texto preditivo, fazendo-nos cometer as mais imperdoáveis gafes.

Continuar a ler

Delírios megalómanos da Geração Y

Nunca prestei muita atenção nos traços distintivos da minha própria geração. Nascida em 1981, cresci entre o frenético desenvolvimento tecnológico e a exposição mediática da guerra fria, acostumada a assistir ao sofrimento alheio desde o conforto do meu sofá. Lembro-me da Audrey Hepburn acariciando aquelas crianças desnutridas e daquelas imagens horrosas e fascinantes de pessoas brigando por grãos de arroz em Ruanda, eu, criança de classe média, exposta desde a infância à espetacularização da miséria, que parecia sempre longe, que parecia sempre pertencer ao outro. Tudo isso permeado por uma educação que condenava o bom e velho tapa, que dava voz e voto a uma adolescente rebelde e idealista, quem acabou por votar no Genoino e deu no que deu. Inevitavelmente, já na minha vida quase-adulta, virei uma pessoa individualista e ambiciosa, incapaz de confiar na humanidade, dependente de gadgets tecnológicos e sem tempo nenhum para relações humanas profundas e verdadeiras, intolerante e intolerável, dona da razão e manipuladora, enfim, ocupada demais como para pensar que os outros simples mortais da minha geração compartilhassem comigo traços comportamentais similares.

Continuar a ler

Sempre quis um blog

Confesso, sou uma escritora de meia-tigela. Escrevo todos os dias há muitos anos, e nunca melhorei. Sempre quis economizar ao mundo a tortura de mais um blog, mais um escritor pretensioso, mais uma pessoa que acha que fala bem e que é interessante. Mas, veja bem, estava ficando entediada de ser minha única leitora. Então, caros amigos, preparem-se para dramas descabelantes, revelações bombásticas, confissões ardentes, teorias mirabolantes, relatos inverosímeis. E se achar ruim, simplesmente não leia. Afinal, o mundo é livre. E o blog é meu.